A partir de quarta-feira, dia 11 de março de 2026, a obra “Armadilhas”, de autoria da artista Kimera Moreira, ocupa a Galeria Quase-Cubo, no Campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Sob a curadoria de Ana Tereza Prado Lopes, “Armadilhas” sensivelmente reflete sobre o afeto e o desamor na sociedade contemporânea.
Nesse contexto, o coração, principal elemento da obra artística de Kimera Moreira, coloca-se como simbolismo das situações que atravessam a construção de investimentos emocionais, perpassando por decepções, desejos contidos e medos, inclusive o receio de amar.
Armadilhas por Kimera Moreira
“A obra Armadilhas propõe uma reflexão sensível sobre o afeto e o desamor na atualidade. Em meio a uma sociedade marcada pela efemeridade, pelo consumo e pela performatividade das relações, a instalação constrói a imagem simbólica de um coração marcado pela dor da decepção, de desejos contidos e do medo de amar. Os corações estão presos por uma armadilha, tensionando visualmente a vontade de investimento emocional com a violência de estruturas que impedem esse afeto de acontecer.”
Texto Curatorial
Empilhados no Quase-Cubo, corações aprisionados por uma rede. Kimera quer falar do que não acontece, do que não é transparente, assumido.
Brasil é o país que mais mata travestis. São cada vez mais frequentes os casos de feminicídio. Atrocidades contra as mulheres estão diariamente nas redes sociais, nas notícias diárias, dentro das casas, dentro dos espaços de intimidade.
A artista expõe as armadilhas do amor clandestino, escondido dos olhares e dos espaços públicos, reduzido às carícias dos afetos descartáveis, ao contato que não aproxima, “da busca do prazer sem investimento emocional”.
Kimera quer falar de amor (obra: “Quero falar de amor”, 2022). “Armadilhas propõe uma reflexão sensível sobre o afeto e o desamor na atualidade”, palavras da artista.
Em tempos de guerras contra as mulheres, o íntimo, a delicadeza, a sensibilidade, o sonho, o afeto, Kimera busca desarmar Armadilhas.
Ana Tereza Prado Lopes
Projeto Visual
Henrique Barone
INFORMAÇÕES:
🖼️ Armadilhas
✨ Disponível a partir de 11 de março de 2026
📍 Galeria Quase-Cubo, no caminho para o Restaurante Universitário do Campus Maracanã da Uerj
📍 Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524, Bairro Maracanã, Rio de Janeiro, RJ
FICHA TÉCNICA
Reitora
Gulnar Azevedo e Silva
Vice-reitor
Bruno Rêgo Deusdará Rodrigues
Pró-reitora de Extensão e Cultura (PR-3)
Ana Maria de Almeida Santiago
Direção do Departamento Cultural (Decult)
Alexandre Sá
Assessoria do Gabinete da Direção
Marcelo Limeira
Assessoria Decult
Gustavo Barreto
Chefia do Serviço de Apoio Administrativo Decult
Rafael Ferezin
Coordenação de Exposições de Artes
Ana Tereza Prado Lopes
Assessoria da Coordenadoria de Exposições de Artes
Ivete Ferreira
Produção Cultural
Rafael Ferezin
Produção
Bruno Miguel
Quesia Pacheco
Cenografia e Expografia
Rejane Manhães, Rafaell Castanheira
Iluminação
João Gaspary, Rejane Manhães, Rafaell Castanheira
Montagem
Kimera Moreira, Isabella Maria Varela, Karina Chianello
Audiovisual
Pablo Rocha, Gabriella Estrela
Direção do Educativo Decult
Alexandre Sá
Coordenação do Educativo Decult
Bruno Miguel, Gustavo Barreto
Educativo Decult
Andreyna Rodrigues, Clara Luna, Isabella Maria Varela, Júlia Ribeiro, Maria Deça, Miguel Carreiro, Philipe Baldissara, Quezia Lima, Thamiryz Nicolau
Laboratório de Acessibilidade Cultural (LAC)
Rafael Ferezin, Gustavo Barreto, Felipe Monteiro, Raphael Luiz Barbosa da Silva
Laboratório de Práticas em Arte e Educação
Ana Tereza Prado Lopes, Karina Chianello

