Balanço de superação e pluralidade

Um resumo dos principais eventos de 2025 da COART

Por Samira Santos

Embora marcado por um cenário de adaptações, o último ano foi de conquistas para a cultura na Uerj. A COART provou sua eficiência ao converter os desafios em produtividade, operando como o motor de integração entre a universidade e a arte. Em entrevista, o produtor cultural da COART, Marcelo Baère detalhou os desafios e as vitórias de um ano intenso.

Coordenadora da COART, Ilana Linhales segurando o microfone e ao seu lado o produtor cultural Marcelo Baère e Rafael Camacho (Foto: George Magaraia)

O DNA do “Esquenta”: acessibilidade e diversidade

Um dos grandes destaques do ano passado foi o projeto Esquenta. Segundo Baère, o projeto nasceu de uma compreensão da coordenação de que o Centro Cultural deve ser um espaço da Uerj para a própria comunidade acadêmica. 

A palavra-chave do Esquenta é a pluralidade. Durante o ano, o público pôde conferir:

  • Apresentações musicais: Shows e pocket espetáculos de aproximadamente uma hora e meia.
  • Eventos temáticos: Desde bailes de forró até a popular “Drag Friday”, que trouxe performances ao campus.
  • Intervenções variadas: Noites de comédia e performances experimentais.

Desafios 

A produção cultural na Uerj não ocorreu sem obstáculos. Baère ressalta que o setor sofreu com restrições financeiras e os impactos da situação fiscal do Estado, que refletem diretamente na verba disponível para eventos. Além disso, obras em andamento no prédio exigiram adaptações constantes da equipe.

“A Coart tem um espírito muito batalhador e criativo. Com o pouco que dispomos, temos muita eficiência para extrair muita coisa”, afirma o produtor. Essa eficiência resultou em um público cativo que passou a frequentar assiduamente os eventos, gerando um retorno positivo e orgulho para a equipe.

Curiosamente, o evento que mais surpreendeu a produção pelo engajamento espontâneo foi o Karaokê. Realizado em parceria com o coletivo Animaletras (estudantes de Letras voltados à cultura pop), as noites de karaokê tiveram inscrições esgotadas em tempo recorde, evidenciando o desejo da comunidade por momentos de descontração.

Olhando para o futuro

Com o aprendizado acumulado no ano passado, a COART planeja um 2026 ainda mais robusto. Além da continuidade do Esquenta e do retorno das noites de karaokê, a universidade se prepara para a MUDANÇA (Mostra Uerj de Dança).

Outro marco importante no calendário foi o lançamento da 26ª edição da Revista COmART, produzida por bolsistas. A revista continua sendo um espaço vital para a discussão de temas diversos e a ampliação do conhecimento artístico dentro do ambiente universitário. A mensagem final de Baère é de convite: o Centro Cultural da Uerj está de portas abertas para que a pluralidade de vozes da universidade continue a ecoar.

Produtor cultural da COART, Marcelo Baère (Foto: George Magaraia)

As grandes mostras 

As mostras de maior escala, como a MUBA (Mostra Uerj de bandas) e a MUT (Mostra Uerj de Teatro), demandaram um esforço de curadoria e divulgação. Para Marcelo, essas mostras funcionam como uma “lupa” sobre o talento que a Uerj e o Rio de Janeiro possuem.

Outros projetos que estiveram na COART durante o ano foram o Cine Cartola e o Quintal Cultural. No primeiro semestre de 2025, o Cine Cartola apresentou a mostra “Vida de Artista”, com curadoria de Caio Neves, que trouxe 12 filmes que exploraram os desafios de sobrevivência e a busca pela dignidade no fazer artístico, as sessões ocorreram semanalmente às quartas-feiras. 

Paralelamente, o Quintal Cultural manteve sua proposta de ocupar as seis áreas artísticas da COART, destacando-se a edição dedicada ao espetáculo “LÍNGUA”, vencedor do Prêmio Shell 2025. O evento promoveu um encontro com o elenco para discutir o processo de criação bilíngue (LIBRAS/Português) e as diferenças culturais.

Encontro entre os bolsista no aniversário de 30 anos da COART (Equipe COART)

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